Uma mensagem aos estudantes de Teologia

Olha o que vem por aí!

Louvamos a Deus por mais esta grande conquista. Nossos materiais, agora no formato de livro, com impressão patrocinada pelo Instituto de Ensino Doceo.

Agradeço ao meu Senhor e Redentor, que tem sido comigo na jornada da vida. Sem Ele, nada disso seria possível.

À minha querida família: minha esposa, Dolarize Alves Vieira Cozzer e minha filha Ester Alves Cozzer… Com vocês, tudo isso tem mais vida e cor.

Minha profunda gratidão ao meu Pastor, Carmen E Paulo, ao amigo e Pastor Ivan Kléber Kléber pelo incentivo constante, aos amigos Carlos Alberto, Kevin Jhon e Vitor Silva que trabalharam comigo na diagramação desses livros. Ao amigo Thiago Silva, empenhado no registro dessas obras.

E, claro, externo minha gratidão também a todos que acompanham e oram pelo nosso ministério.

Quero dedicar esse trabalho aos meus alunos, dos variados lugares por onde tenho lecionado.

As 4 primeiras capas ficaram belíssimas. Abaixo, uma delas: Introdução ao Novo Testamento. Depois divulgarei as outras.

03. INTRODUÇÃO AO NT, CAPA

Aos professores com carinho

Nunca considere tola alguma pergunta feita por um(a) aluno(a) seu: o “ethos” dele pode ser diferente do seu e ali, essa pergunta pode ser resultado de um longo caminho emocional e intelectivo percorrido por esse(a) aluno(a). Respeite isso!

Nunca ignore um aluno(a). É por causa dele(a) que professores(as) existem.

Exercite sua paciência. Lembre-se de sua causa. Traga à memória o fato de que lagartas se transformam em borboletas, sementes minúsculas em árvores frondosas e rochas em “estrelas” cadentes. Delicie-se com a possibilidade concreta de ser superado por seus alunos…

Não ignore seus “burros”. Muitas vezes, o burro é só alguém que precisa de ajuda. Em grande medida, por vezes, o que ocorre na educação não é burrice, mas sim a insensibilidade daqueles que, embora se arroguem como professores(as), são incapazes de olhar seus alunos para além da sala da aula.

Nunca caia no erro de pensar que aquilo que você recebe no final de mês é a recompensa pelo seu trabalho. Lembre-se sempre: seu trabalho, mestre, mestra, é impagável!

Professor Roney Cozzer

SOBRE O CANCELAMENTO DA PALESTRA COM O REV. AUGUSTUS NICODEMUS

Tal episódio traz à tona algumas questões a serem pensadas:

* Nós, pentecostais, não temos a mesma entrada junto à IPB e às editoras reformadas, como eles tem entre nós.
* Repelir dessa forma posturas teológicas distintas da nossa é mesmo um caminho a ser seguido por cristãos verdadeiros, engajados, ambos, na defesa do evangelho puro e simples?

Prof. Roney Ricardo Cozzer

Desfazendo mitos…

Abaixo, algumas observações muito importantes a respeito do conhecimento das línguas originais da Bíblia que ajudam a desconstruir alguns “mitos” populares entre a Igreja brasileira.

  1. Conhecer etimologias bíblicas não é suficiente para a compreensão dos textos bíblicos.

Nem sempre o conhecimento etimológico será determinante na exegese de um texto escriturístico, embora esse conhecimento seja mesmo fundamental. A análise de uma passagem bíblica passa por fatores variados que trabalham em conjunto. De fato, D. A. Carson alerta para aquele erro que ele chama de “falácia do radical”:

A falácia do radical, um dos erros mais persistentes, pressupõe que toda palavra realmente tem um sentido ligado à sua forma ou a seus componentes. Dessa forma, o significado é determinado pela etimologia, ou seja, pela raiz ou raízes de uma palavra[1].

 

O mesmo autor cita um exemplo bem contundente e muito utilizado, inclusive, em nosso contexto. A palavra “apóstolo” no grego do Novo Testamento por vezes é apresentada como significando simplesmente “aquele que foi enviado”. Mas os contextos em que a palavra é usada no Novo Testamento, por vezes indica um “mensageiro”, e não simplesmente “aquele que foi enviado”. Essa última definição pode ser ambígua e imprecisa.

Ora, um mensageiro geralmente é enviado; mas a palavra mensageiro também faz pensar na mensagem que está sendo levada e sugere que essa pessoa representa aquele que a enviou. Em outras palavras, o verdadeiro uso no Novo Testamento sugere que, de modo geral, [a palavra para apóstolo] carrega o significado de representante oficial ou mensageiro especial e não “alguém que foi enviado”[2].

 

  1. Conhecer o hebraico e o grego não faz com que uma pessoa seja um exegeta.

O conhecimento de uma língua demanda muitos anos de estudo e pesquisa, além da prática, no caso dos que procuram a fluência também. Mas a exegese, enquanto disciplina interpretativa, é um trabalho composto, que dialoga com outras áreas de conhecimento teológico e o seu trabalho é feito por etapas. Para um exegeta de fato, conhecer os originais é requisito obrigatório, mas conhecer os originais apenas não faz o exegeta. É preciso dialogar com métodos exegéticos (e em geral, os exegetas adotam um) e conhecer diversos aspectos relacionados à Bíblia, enquanto obra literária. É preciso saber identificar uma perícope, conhecer contextos, dentre outros conhecimentos necessários.

[1] A exegese e suas falácias: perigos na interpretação bíblica, 1992, p. 26.

[2] A exegese e suas falácias: perigos na interpretação bíblica, 1992, p. 28.

Nosso texto na Revista A Bíblia no Brasil, da SBB

Soube por um amigo que nosso texto “Uma Bíblia, Um Presente, Uma Vida”, que foi aqui postado, veio a ser publicado na Revista A Bíblia no Brasil, da Sociedade Bíblica do Brasil. Para mim, é muito significativo e um momento de grande alegria ter um de meus textos veiculados por esta tão importante revista em nosso país, dedicada à causa da Bíblia no Brasil. O texto é, na verdade, um testemunho pessoal, através do qual convido a todos os leitores a que dêem a Bíblia de presente a seus filhos e que a amem e a tenham como o “Livro sempre à mão”.

Nossa profunda gratidão ao Dr. Erní Walter Seibert que foi a pessoa com quem tivemos o primeiro contato e que mediou a utilização do texto pela Revista A Bíblia no Brasil. Nossa gratidão também à comissão editorial por aproveitar nosso material.

Que o Espírito Santo possa tocar muitos corações pela leitura da Revista e do texto.

Para conferir o artigo na revista acesse o link abaixo e abra na página 32.

Link: https://issuu.com/_sbb/docs/abnb_250?e=2527997%2F33727887

ESFACELAMENTO DAS RELAÇÕES HUMANAS E AS MÍDIAS SOCIAIS.

Modernidade Líquida

Em minhas palestras tenho afirmado, sem titubear, que o conceito de AMIZADE está sendo esfacelado pelas mídias sociais. Nossas relações humanas, de fraternidade cristã, familiares e as nossas amizades estão sendo reduzidas a pó gradualmente (e talvez a largos passos) nessa era tão marcada pelo vazio, pela incerteza quanto à todas as certezas… Nessa era indefinível…
Assim, quero chamar sua atenção, querido(a) leitor(a), para o fato de que AMIGO não é aquilo que temos no Facebook, mas sim aquele que liga para nós, que conhece nosso temperamento, que por vezes se coloca debaixo de nossos jugos pessoais, que vem a nossa casa, que abre nossa geladeira, que deita em nosso sofá, que nos confronta em nossas debilidades… Enfim, como disse alguém, “amigo: alguém que sabe tudo a seu respeito e mesmo assim gosta de você”. Tal tipo de relação jamais poderá ser mediada por clicks, pela tela de um PC, por curtidas, por visualizações… Ela demanda convivência real, tempo, paciência, amor.
Parece que atualmente as pessoas se contentam mais com um tablet ou um celular à mão do que com um bom e velho aperto de mãos, em estar com pessoas, em conviver com elas. Curiosamente, esse tipo de comportamento vem sendo assumido por aqueles que jamais deveriam fazê-lo: os cristãos. Lembremos que a Igreja primeva era marcada, profundamente, pela koinonia, comunhão, entre os irmãos. “Tinham tudo em comum”, é o que lemos em Atos. Temos uma facilidade enorme para “compartilhar” no Face, mas não nas das vicissitudes do próximo; curtimos muita coisa na linha do tempo, mas pouco tempo tomamos de nosso tempo para apreciar as conquistas do outro; visualizamos bastante o que postam pelo Whats ou pelo Face, mas pouco enxergamos o que sente ou o que necessita meu irmão em Cristo.
É curioso que tenhamos tantos “contatos” em nosso celular e ao mesmo tempo estejamos sendo tomados por esse isolamento social. Nossas relações, assim, em nossas igrejas inclusive, tornam-se tribalistas (perdoem-me pela força da expressão), locais, geográficas, circunstanciais. Não criamos situações para estar com os amigos; dependemos delas para termos amigos… Meus “amigos” são meus amigos porque pertencemos ao mesmo ministério, ou porque professamos a mesma convicção soteriológica, ou ainda, porque moramos no mesmo bairro. Isso, para mim, é chocante. Chame-me do que quiser: melancólico, utópico, irrealista, surreal, fantasioso, “viajante”… E talvez eu seja mesmo, afinal, eu não sou pós-moderno, embora esteja vivendo na Pós-modernidade.

Será que nós, evangélicos brasileiros, precisamos ser evangelizados outra vez?

Roney Ricardo Cozzer

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