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Coleções que desejo montar…

Antonio Gilberto (certamente, obras póstumas virão).

Alister McGrath, um “monstro”.

Sören Kierkegardo “melancólico dinamarquês”.

C. S. Lewis, o inesquecível filósofo cristão.

Paul Ricoeur (é impossível, eu sei… mas me deixe iludido…).

Myer Pearlman, o inesquecível teólogo pentecostal.

Justo González, historiador da Igreja.

Carlos Mesters, grande pesquisador da Leitura Popular da Bíblia no Brasil.

 

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SÍNDROMES QUE ATINGIRAM EM CHEIO A IGREJA BRASILEIRA

Teologia & Discernimento

Vírus

“Síndrome” é um termo bem recorrente na Medicina e que acabou se popularizando na sociedade. Uma síndrome é um conjunto de sintomas que caracterizam uma doença, que definem uma determinada patologia ou condição. Em outras palavras, uma síndrome é identificada pelos males físicos e até psicológicos que causam a um indivíduo ou indivíduos. Aliás, o termo é também muito usado na Psicologia. Outra característica das síndromes é que elas atingem sempre a um grande número de pessoas. Aliás, é interessante considerar que o significado etimológico da palavra “síndrome”, oriunda do grego syndromos, é “correr junto”. Tomo aqui emprestada a ideia de síndrome para discorrer sobre alguns males que nos atingiram em cheio, como Igreja de Cristo, em nossa querida nação brasileira. Usarei a palavra síndrome de forma metafórica para comentar alguns desafios que se colocam diante da Igreja Brasileira. Já de partida, deixo claro que minha proposta não…

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A condição da classe pastoral no Brasil

A MULTIPLICAÇÃO DE CONVENÇÕES ASSEMBLEIANAS E O OCASO DA NOSSA DENOMINAÇÃO

Fui surpreendido recentemente com a notícia de que um pastor, ex-presidente de uma das maiores convenções assembleianas do Brasil, após perder a eleição para continuar na presidência, decidiu criar outra convenção no estado do Espírito Santo. Recentemente, ocorreu também uma grande divisão no órgão maior da denominação, a CGADB, donde surgiu a recém criada CADB, esta liderada pelo Pr. Samuel Câmara.

Não podemos negar que a Assembleia de Deus cresceu vertiginosamente e perguntamos até se seria possível manter todo esse grupo coeso, como uma igreja só, à exemplo da Igreja Presbiteriana, ou a Adventista (ainda que mesmo dessas denominações surgiram também divisões). Com efeito, o gigantismo tem seus preços. Certamente, é um assunto complexo e amplo. Devemos, inclusive, ter cuidado para não abordar a questão de forma reducionista.

Particularmente, não nego que haja prós e contras. Admito (e percebo até que isso é histórico) que dessas divisões advieram benefícios, como o crescimento da denominação e decentralização do poder, por exemplo. Todavia, um fato é altamente preocupante: não estaria nossa querida Assembleia de Deus fragmentando-se excessivamente? Não teríamos chegado à um ponto de banalização dessa questão? Necessitamos mesmo de tantas e tantas convenções?

Tantas convenções gerais e estaduais e tanto por fazer! Considere, por exemplo, o fato de que ainda não temos uma universidade assembleiana e mesmo uma faculdade assembleiana de expressão no Brasil. O sistema de ensino e de comunicação adventista, é de encher os olhos. A Mackenzie, cuja mantenedora é a Igreja Presbiteriana do Brasil, é a maior universidade privada da América Latina com mais de 40 mil alunos e três mil funcionários. Essas denominações, embora muito… mas muito menores que a Assembleia em termos numéricos, tem feito muito mais que nós neste aspecto. E quem pode negar isto? E do jeito que as coisas vão, devemos continuar longe de alcançar o que essas denominações tem feito. Espero, claro, que meu prognóstico esteja errado, embora as evidências mostrem o contrário. Fato é, que, temos recursos para isso. Podemos fazer isso e muito mais.

Diante do exposto, cumpre perguntar: estamos presenciando o ocaso da Assembleia de Deus? Uma igreja cada vez mais dividida, com “N” convenções, algumas inclusive que rivalizam entre si, parecem contribuir mais para o fim da Assembleia de Deus como a conhecemos anos atrás, formando uma denominação híbrida, cujos líderes detestam-se cada vez mais, rivalizando entre si quando deveriam, na verdade, unir-se em prol de uma causa comum. Claro, não estou falando de algo que ocorrerá em um ou dois anos, visto que se trata de um processo também sociológico, e processos sociológicos demandam décadas. Assim, fico pensando: não estaríamos hoje construindo o fim de nossa igreja? Não estaríamos, em nome de interesses pessoais e egoístas, levantando aos poucos a estrutura que não se susterá e cairá, inevitavelmente? Que Deus tenha misericórdia de nós, e que continuemos lutando pela unidade de nossa denominação.

Roney Cozzer

ADAUTO LOURENÇO, CRIACIONISMO E QUE FIQUE CLARO: NÃO É ATAQUE PESSOAL, É DISCORDÂNCIA DE OPINIÕES…

Já ouvi muitas vezes o professor e físico, que é cristão, Adauto Lourenço, e me encantava com as propostas apresentadas por ele no afã de legitimar o Criacionismo. Naturalmente, concordo com ele em muitas ideias, noutras simplesmente me abstenho de criar uma opinião, qualquer que seja, pelo fato de não conhecer aquele determinado assunto que ele está abordando (exemplo: Física). Mas em linhas gerais, hoje, tenho verdadeiro pavor do que ele fala. Quando o ouço, me lembro do que vem acontecendo no campo da Escatologia Bíblica: pessoas forçando determinadas informações disponíveis para dar uma “ajudazinha” à Bíblia e a Deus (como se precisassem…). Esses dias minha esposa recebeu um áudio no WhatsApp e quando ela abriu para que eu ouvisse, quase tive uma convulsão: O áudio afirmava que Jesus estava para voltar porque o sobrenome “Trump” significa “Trombeta”… Meu Pai celeste Jesus Cristo Maria José!… Para ser mais sincero, algumas ideias que ele, Adauto Lourenço (e outros criacionistas) apresenta chegam a ser um absurdo para mim. Não no que tange à sua área de formação e atuação: Física. Nem tenho condições de julgar isso. Creio que ele tropeça quando tenta explicar passagens da Bíblia à luz da Física contemporânea. Nossa! Aquela de defender a Trindade baseando-se na tríplice estrutura de alguns elementos da natureza (átomos, etc.) foi de doer… E justificar textos como o de Jó 26.7 baseado em observação astronômica recente também foi no fígado. Meu parecer é que isso não ajuda. Gosto do Criacionismo, mas não desse tipo de Criacionismo. Ouço alguns defensores do Design Inteligente (que tem uma diferença importante em relação ao Criacionismo), como Marcos Eberlin, e considero (ele, por exemplo), muito mais equilibrado em suas abordagens. A incoerência de alguns criacionistas é tão grande que eles usam a mesma ciência que tanto criticam para confirmar a Bíblia. Reconhecem que a ciência é mutável em suas convicções (e usam esta informação), e ao mesmo tempo recorrem à determinadas descobertas científicas (algumas recentes) para confirmar a Bíblia. Eu, particularmente, fico horrorizado com tal prática. Prefiro a Bíblia pela Bíblia! Entendo que a Escritura é suficiente em termos de fé e prática. Defendo a perspicuidade bíblica (sua clareza) e não tenho a menor dúvida de que várias palavras que fazem parte da terminologia atual da Ciência, bem como diversos conceitos, sequer passaram pela cabeça dos autores bíblicos. Tentar explicar passagens da Bíblia à luz desses termos e conceitos atuais da Ciência (como faz Lourenço) é um absurdo em termos exegéticos. Como uso o Método Histórico-Gramatical, entendo que os autores bíblicos utilizaram as palavras da Bíblia, em sua época, com seus respectivos sentidos comuns tal como eram compreendidos pelos seus leitores imediatos. Minha compreensão é que a Bíblia é livro teológico, religioso, não científico; a preocupação dela é ser uma revelação de Deus à humanidade e à esta finalidade ela atende perfeitamente. Esses “preciosismos” que, na verdade, por vezes, são arranjos feitos por Criacionistas são, a meu ver, extremamente falíveis e podem dar lugar à confusão. É tipo aquela velha discussão em torno dos dias das criação: foram ou não dias de 24 horas literais? Para mim, não foi a intenção primária de Moisés afirmar se eram ou não dias literais, ou longas eras; isto nem está em foco em Gênesis 1! O objetivo deste capítulo é teológico: mostrar que o Universo e tudo o mais tem origem em Deus. Ele é o Criador. Agora, como se deu esse processo de criação é algo que não sabemos com toda exatidão. Não interessou a Deus revelar isto a nós e eu me prostro reverentemente ante Sua decisão neste aspecto. Para mim basta saber que Ele criou tudo. O fato é que não temos todas as respostas e precisamos aceitar este fato. Assim, penso que ganharíamos muito mais se observássemos as evidências sim, e isto é maravilhoso (constantes antrópicas, etc.), mas respeitando-se os limites da Bíblia e da Ciência e ainda, tendo claro que a Bíblia é Palavra de Deus e não precisa de “ajudinhas” para ser verdadeira em suas afirmações.

Mais uma vez: não é ataque pessoal, é um posicionamento de cunho particular. Professor Adauto Lourenço parece ser um cristão verdadeiro, mas não aprecio mais a maneira como ele relaciona Ciência e Bíblia. Não só ele, mas outros criacionistas também.

Roney Cozzer

Como falar de um jeito que as pessoas queiram ouvir?

Igreja e relevância social: os opostos se atraem?

Igreja e relevância social: os opostos se atraem?

Site Teologia & Discernimento

O título foi proposital! Mas eu explico. Talvez você já esteja pensando: mas Igreja e relevância social são opostos? A Igreja não é, por acaso, relevante na sociedade? O fato é que convivemos com inimigos da Igreja do Senhor, alguns, inclusive, que são teólogos e cientistas da religião. Criticam ferozmente a noiva do Cordeiro alegando que ela não causa nenhum impacto positivo na sociedade. E não apenas esses, mas hoje virou quase que uma moda que também cristãos professos, membros de igrejas evangélicas, insistam em afirmar que o Brasil está piorando e que isso é culpa da Igreja, em parte, afinal, “a Igreja não influencia a sociedade”, dizem.

A meu ver, esta é uma visão reducionista e preconceituosa em grande medida. Colocam na conta da Igreja uma dívida que não lhe pertence. Os cristãos primitivos, tomados sempre como referência por nós nesta discussão, não mudaram o mundo. Não mudaram nem as cidades onde viviam. Basta dar uma passada rápida na História para ver o que era Roma, por exemplo, no primeiro século, em termos morais e sociais. No entanto, lemos em Atos que esses cristãos primitivos alvoroçavam o mundo! (At 17.6). A Igreja não provocou essa mudança nem na era dos Pais da Igreja, nem na Alta Idade Média, nem na Baixa Idade Média e nem na Modernidade. A Igreja influenciou positivamente sociedades inteiras e mesmo o mundo inteiro, isto sim! A Reforma Protestante é um exemplo disto. A Europa é exemplo disto, ainda que hoje ela já seja considerada uma “Europa pós-cristã”. Os Estados Unidos foram colonizados por cristãos e veja a potência na qual se tornou. Quem pode negar conclusivamente que a contribuição do Cristianismo nesse processo não foi decisiva?

A Igreja não é responsável por mudar o Brasil; a Igreja é responsável por evangelizá-lo e influenciá-lo positivamente pelo evangelho. E isto ela tem feito em grande medida sim senhor! A Igreja não é a única responsável pelas mazelas sociais, como alguns inferem. Mas ela tem sido preponderante em muitas frentes no combate à pobreza, na assistência social, no trabalho de capelania hospitalar e prisional que tanto alento traz aos que sofrem e que precisam de auxílio espiritual, emocional e afetivo, dentre outros diversos projetos voltados à sociedade que ela desenvolve. Universidades, faculdades, escolas, asilos, orfanatos, filantropia em suas mais diversas manifestações. Como afirmar que a Igreja não contribui com nada? Hoje mesmo eu conversava com dois amigos pastores e estamos nos mobilizando para auxiliar uma família que necessita.

Procuro olhar esta questão de uma perspectiva micro e macro. Vemos pequenas ações em favor do outro, promovidas pela Igreja, como vemos projetos maiores que alcançam centenas e milhares de vidas. Participo de um grande projeto missionário que envolve muitas pessoas, um projeto mantido única e exclusivamente pela Igreja, que não recebe verbas do Governo, e que beneficia gente no Brasil e no exterior, cristãos e não cristãos. Diferentemente de muita gente que faz esta crítica, eu estou dentro, faço parte da Igreja, respiro Igreja. E portanto, me sinto autorizado a falar sobre Igreja com a propriedade de quem vê e ouve. O que dizer de tantas pessoas que foram transformadas radicalmente vindo a tornar-se bons pais de família, boas mães de família, trabalhadores, bons vizinhos, produtivos para a sociedade quando “aceitaram a Jesus” como Senhor e Salvador de suas vidas? E digo mais, quem pode dizer como estaria o Brasil não fosse a influência da Igreja? Para mim é um absurdo dizer que o Brasil está do jeito que está porque a Igreja não cumpre seu papel, como fazem até mesmo alguns pregadores evangélicos renomados. A meu ver, é aquela velha tendência nossa de sair por aí repetindo tudo que ouvimos sem qualquer reflexão, de forma acrítica.

Assim, concluo afirmando que não, a Igreja não é responsável por mudar o Brasil e torná-lo “evangélico”. A conversão a nível global ao Senhor só ocorrerá no Milênio. É a Bíblia que nos mostra isto. Por hora, nosso papel é continuar fazendo o que temos feito como Igreja: anunciar a Cristo, amar o próximo, ajudar quem necessita, ensinar e discipular, alcançar o máximo de pessoas que pudermos, dentre outras atividades nobres. E antes que alguém diga: “Mas isto não está sendo feito como deveria pela Igreja!”, eu respondo: Não se deve desconsiderar o que é feito por aquilo que não é feito. Tal raciocínio para mim é ridículo. É como afirmar que não há sol porque o dia está nublado.

Roney Cozzer

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