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Uma Bíblia, Um presente, Uma vida!

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Para Pensarmos

"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.
Uma Bíblia, Um presente, Uma vida!
Professor Roney Ricardo

Eu estava assentando à mesa da cozinha, há alguns anos, talvez em 2007 ou 2006, lendo o livro A Bíblia Através dos Séculos do pastor e também tradutor bíblico, Antonio Gilberto. Lembro-me que era uma tarde. Minha mãe, minha mentora espiritual e a pessoa mais importante na minha formação cristã, naquele tempo, achava-se afastada dos caminhos santos do Senhor. Na página 43 (19ª edição, 2007) li a frase de F. B. Meyer “O melhor argumento em favor da Bíblia é o caráter que ela forma”. Naquele momento, senti como que uma “lança” traspassando meu peito. Aquele foi sem dúvida o insight mais marcante que eu tive. Eu me dera conta do inestimável benefício que a Bíblia exercera sobre mim ao longo dos anos de maneira absurdamente benéfica e salutar. Alguns instantes depois, minha mãe entrou casa a dentro e sentou-se à mesa. Naquele momento, tomado por enorme comoção, comecei a agradecê-la por me ter dado tão precioso presente, a Bíblia Sagrada. Não pude me conter e como poucas vezes em minha vida, fui tomado por uma torrente de lágrimas segurando a mão dela. Esse foi um momento muito marcante na minha relação com minha mãe. É como se eu tivesse me dado conta da importância da sua ação para comigo ao me dar aquele presente: a Bíblia Sagrada. Voltando mais ainda no tempo, ainda me lembro de um dia na minha adolescência em que ela me ensinava a ler a Bíblia e como eu não conseguia entender, fiquei irritado e fui ao quarto com aquele Novo Testamento dos Gideões Internacionais e o arremessei contra a parede num ato de fúria. Senti instantaneamente uma “dor no coração” e me arrependi do feito. Aos 12 anos de idade, numa tarde ensolarada, meu querido pai entrava em casa com um pequeno presente: era um exemplar da Bíblia Sagrada. Até então, meu contato com as Escrituras tinha sido apenas com o Novo Testamento dos Gideões Internacionais que trazia também os livros de Salmos e Provérbios. Eu via nas outras Bíblias completas os textos com títulos e outros livros que não havia no meu Novo Testamento e ficava ansioso para ter o meu exemplar da Bíblia completa. Bem, esse dia chegara, e era uma Bíblia na versão Almeida Revista e Corrigida, com capa preta e letras pequenas. Além dos títulos, ela tinha também aquelas referências paralelas no rodapé. Eu não sabia, mas meus pais estavam influenciando-me pelo resto da vida. Hoje, com 31 anos de idade, tendo já lecionado em cursos básicos e seminários de teologia para mais de 350 alunos e tendo falado a mais de 100 igrejas em palestras e pregações (isso, no que pude contabilizar), é gratificante trazer à memória essas lembranças queridas. É um número pequeno, eu sei, mas não é só um número: é um ministério, um serviço ao Reino de Deus, na medida em que sirvo ao próximo. Jamais poderia imaginar que Deus me permitiria caminhar tão longe. No final desse ano, permitindo o Senhor, estarei concorrendo a uma vaga num programa de mestrado em Teologia. A linha de pesquisa? Leitura e Ensino da Bíblia. Nada me cairia melhor… Deus seja louvado!

Considero-me um exemplo entre tantos milhares de milhares que foram influenciados beneficamente pela Palavra de Deus. Muitas pessoas tem sido abençoadas pela leitura e aprendizagem das Sagradas Escrituras. Inequivocamente, a Bíblia é formadora de caráter e numa época como a nossa em que, infelizmente, nossas crianças vem sofrendo influências terríveis da mídia, dar a Bíblia a elas se faz necessário. A Bíblia orienta para a vida, orienta para as escolhas. Seu ensino é puro e ela é a verdade de Deus que pode salvar o homem. Há muitos presentes que podemos dar a nossos filhos, mas a Bíblia é o presente que poderá norteá-las de maneira decisiva em sua trajetória.

O ensino da Bíblia influencia beneficamente ao indivíduo em todas as esferas de sua vida. Nessa convicção, não estou sozinho. Para Luiz Antonio Giraldi, em História da Bíblia no Brasil (São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2008, p. 12), aqueles leitores que conheceram Jesus e sua mensagem salvadora por meio da leitura da Bíblia, “foram impactados pelo poder do evangelho e tiveram sua vida transformada pela ação regeneradora do Espírito Santo. Por isso, passaram a ser pessoas mais bondosas, mais honestas, mais pacíficas e mais educadas”.

De maneira incisiva e conclusiva, pergunta a teóloga alemã Eta Linemann: “Saberia, a Bíblia, algo sobre o homem moderno?” (Crítica histórica da Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 86). E responde dizendo que a “abordagem segundo a qual alguma coisa é moderna hoje, desatualizada amanhã e obsoleta no dia seguinte, é vista na Bíblia como “vaidade e correr atrás do vento” (Ec 1.14). O julgamento de Deus sobre essa questão é bem claro: “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol” (Ec 1.9)… Basicamente, esse homem não vive de forma diferente dos homens que viveram antes dele” (idem, pp. 86,87). Como podemos ver, a Bíblia toca como nenhum outro livro áreas vitais da existencialidade humana.

Para a tradutora bíblica Katharine Barnwell em Tradução Bíblica: um curso introdutório aos princípios básicos de tradução (3ª ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011, p. 13), a Bíblia “é a Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. O tradutor tem a tremenda responsabilidade de não modificar o significado. Deve ter o cuidado de não acrescentar nada ao significado, nem omitir nenhuma parte do significado. A Bíblia é um livro que faz sentido. É um livro que tem uma mensagem que foi dada para ser entendida. Quando escrita inicialmente, a Bíblia foi redigida na linguagem comum das pessoas daquela época”.

Já Johan Konings entende que a “finalidade do estudo bíblico é compreender o sentido que ela tem para nossa vida. Para isso é preciso compreendê-la, ou seja, integrá-la na totalidade de nosso conhecimento e consciência. Ao chamá-la de “palavra de Deus”, indicamos que ela tem a ver com o sentido último de nossa vida” (A Bíblia, sua origem e sua leitura. 8ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2014, p. 175).

Para F. F. Bruce, conhecido teólogo escocês, a Bíblia tem uma função ímpar para a civilização humana. Ele comenta: “A Bíblia tem desempenhado, e continua a desempenhar, uma função extraordinária na história da civilização. Muitas línguas foram postas pelo primeira vez na forma escrita  para que a Bíblia, no todo ou em parte, pudesse ser traduzida para essas línguas. E isso não é senão uma pequena amostra da missão civilizadora da Bíblia no mundo” (A Origem da Bíblia. COMFORT. Phillip W. Rio de Janeiro: CPAD, 1998, p. 21).

Convido você, leitor ou leitora, a dar a Bíblia de presente a seus filhos (caso tenha ou quando vier a ter). Que possamos amar a Palavra de Deus e fazer dela nosso “Livro sempre à mão”, e não um livro entre tantos perdido na estante ou preterido em lugar de outras coisas secundárias.

Em Cristo,

Roney Ricardo.

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2 Comentários

  1. ronaldo disse:

    Belo artigo!

    Curtido por 1 pessoa

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