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SUBJETIVIDADE HUMANA NA PÓS-MODERNIDADE

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"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.

Pós-modernidade

Na pós-modernidade se fala de uma fragmentação da subjetividade humana ocorrendo no Ocidente. Essas mudanças velozes influem diretamente nesse esfacelamento, que por sua vez reflete-se no corpo, onde está a subjetividade humana, de certa forma. Diversos fatores devem aqui ser considerados, ambos relacionados diretamente com o “bojo” que é a pós-modernidade: o consumismo em lugar do consumo, a globalização, o capitalismo como mediador das relações (inclusive) humanas e sociais e não apenas econômicas, dentre outros fatores, que consideraremos adiante. Se nota um crescente esvaziamento do “eu” e aumenta a incapacidade de se permanecer só como algo importante para a existência humana. As pessoas já não apreciam mais o “estar consigo mesmo”, a “reflexão”, que se perde em meio a tanta tecnologia que media nossas ações e relações no agitado dia a dia pós-moderno. Assim, as pessoas não conversam, elas teclam; não refletem, apenas sentem; não apreciam, apenas “curtem” no Facebook ou qualquer outra mídia social; não há ideais, apenas a “minha opinião”; não há solidariedade, eu apenas “compartilho”. A valorização excessiva da imagem e do prazer acaba tornando o corpo humano uma espécie de mercado a ser explorado. A indústria cosmética é uma das que mais cresce e lucra. Há um colossal esvaziamento da subjetividade feminina nessa era, onde a mulher, na publicidade, via-de-regra, é apresentada como um objeto de prazer, ainda que indutivamente. Atrela-se a anatomia feminina coisas que não tem uma relação direta e assim as associações mais improváveis são feitas: mulheres seminuas numa propaganda de chinelos, por exemplo. Nesse tempo, onde o hedonismo se torna uma filosofia de vida, onde muito de seus adeptos sequer tem consciência disso, as pessoas não constróem juntas uma relação; elas “ficam”, “pegam” e transam. Assim, uma realidade terrível da subjetividade humana no agora é que ela está cada vez mais desamparada.

Professor Roney Ricardo

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