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Sobre minha “Carta a um amigo estudante de teologia”

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Para Pensarmos

"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.

Carta

MEU DEUS!
Como o tempo passa rápido.

Confesso, publicamente, que se fosse escrever essa carta, hoje, empregaria mais ponderação e a tornaria menos “agressiva”, eu diria. Afinal, Cristo não nos chamou para atacar pessoas e instituições e embora NÃO TENHA SIDO MINHA INTENÇÃO QUANDO A ESCREVI, o fato é que sua construção dá a entender isso, eu reconheço. E aí está meu erro nessa questão, admito.
Mas reitero, mesmo sendo eu mesmo partícipe da academia teológica, que essa carta continua sim expressando bem algumas convicções que venho carregando ao longo dos anos e fatos que pude perceber em minha jornada teológica, a saber:

* NÃO! Teólogo NÃO É SÓ QUEM faz um mestrado ou doutorado com reconhecimento pelo MEC e pela CAPES. Como me respondeu, por email, o Pastor Claudionor de Andrade II, teólogo é todo aquele que ama a Deus e a sua Palavra. Temos sim bons mestres – teólogos – que não tiveram a oportunidade de cursar um strictu sensu, mas que são capazes de articular com muita habilidade saberes teológicos. Vale lembrar que esses teólogos não reconhecidos por muitos acadêmicos tem uma contribuição notável na divulgação do conhecimento teológico entre leigos que, muitas vezes, não chegaram a ter nem uma formação básica. Isso precisa ser considerado e respeitado!

* Há sim acadêmicos que “empanturrados” com o conhecimento adquirido ao longo dos anos pisam as convicções daqueles que não fizeram o mesmo percurso que eles e que tem convicções diferentes das suas. Tripudiam, ridicularizam, zombam, riem… E isso sob o pretexto de “desconstruir”. Mas não é papel do acadêmico zombar; questionar sim, zombar não. É fato que para nós, cristãos, o conhecimento adquirido deve ser posto a serviço de Deus, Sua Igreja e da sociedade. Mas a ideia de usar o conhecimento a serviço das pessoas e da sociedade não é uma ideia exclusiva da Igreja. Há sim acadêmicos e academias que pensam assim e assim procedem em relação ao conhecimento: torná-lo útil a sociedade. Desse modo, é preciso que se diga que a academia teológica, notavelmente, não é unânime e nem todos os acadêmicos competentes se postam assim tão agressivos e arrogantes.

* E sim, continuo preocupado com pressupostos liberais que vêm influenciando tantos jovens acadêmicos, que, encantados com a suposta superioridade intelectual de teólogos liberais, abandonam suas igrejas, tornam-se críticos, ácidos, perdem o fervor evangelístico e “detonam” tudo e todos. Em geral, os acadêmicos liberais que mais criticam a Igreja são aqueles que nela não estão. Assim, não vivenciam suas vicissitudes, não estão sob o sol escaldante das necessidades alheias que a atividade pastoral contempla e nem se deliciam com as benesses decorrentes da convivência eclesial. Sim, já sei… Vários deles vieram da igreja, passaram por lá. E precisamos ser justos para não ignorar esse fato. Mas então, por que tanto desprezo pela Igreja? Por que essa crítica sempre parcial que só contempla o que há de negativo? Onde está o senso inquiridor e “frio” da academia que considera os dados colhidos de ambos os lados?

Concluo, claro, deixando a carta a disposição para sua leitura, e convidando-o a que não fique só com o que ouviu de um lado, mas que pondere, contraponha, consulte, leia a outra ala. Aí está uma grande vantagem de teólogos conservadores que, além de terem trilhado seu percurso ortodoxo, foram capazes de transitar também pelos corredores da neo-ortodoxia e da teologia liberal. Puderam “ver mais” e mesmo assim não abrir mão de pressupostos fundamentais para a fé cristã.

Link para a carta: http://www.cacp.org.br/carta-a-um-amigo-estudante-de-teologia/

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2 Comentários

  1. Renato José Costa - Teologando disse:

    Fantástico o seu texto!

    Curtir

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