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A Igreja deve separar-se do mundo… Será?

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"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.

“Durante muitos anos convivemos com aquele típico discurso de que “a Igreja deve separar-se do mundo”, ou, “o crente deve separar-se do mundo”. Cabe perguntar qual a fundamentação bíblica para tal assertiva, uma vez que é justamente na convivência com o mundo que podemos testificar de Cristo à ele. Por mais que a ideia subentendida nessa frase tão popular entre os evangélicos seja a de que devemos nos afastar das práticas pecaminosas e infrutuosas das trevas, conforme ensina Paulo (cf. Ef 5.11), infelizmente temos levado às últimas consequências essa ideia e nos afastado também da sociedade e de setores importantes dela. Note, por exemplo, como ainda lidamos muito mal com temas sociais relevantes e necessários, como a Política, a Filosofia, etc. Mais uma vez reiteramos que “a Igreja deve contextualizar-se sem descaracterizar-se”. Esse diálogo é necessário. Essa aproximação é necessária. Como influenciaremos o mundo com esse padrão estabelecido por Jesus em Mateus 5 a 7 se nos fechamos em nós mesmos, em nossas liturgias e não procuramos alcançar a sociedade? Nota-se hoje, em muitas igrejas evangélicas, esse dualismo “cristão-sociedade”, que em grande medida não tem sido sadio, inclusive para nossos jovens. Convivemos com um discurso “esterilizante”. O jovem é incentivado ao ministério (e isso é ótimo, claro), mas encarando o trabalho e a formação profissional como algo sem importância e isso às vezes é até desestimulado nele. O jovem deve preparar-se para o futuro também, conforme ensinam as Escrituras (Ec 12.1ss). O trabalho não só pode, mas deve ser usado para glória de Deus. A Engenharia, a Psicologia, a Psicanálise, a Pedagogia, etc., precisam de cristãos atuando nelas e influenciando outros à partir de uma cosmovisão cristã, bíblica, em diálogo com essas áreas de conhecimento e atuação humanas”.

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2 Comentários

  1. Charline disse:

    Muito bom o texto!

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  2. Muito bom seu texto que Deus lhe abençoe. Gostei muito parabéns.

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