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Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida.

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"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.

“Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados”. Uma afirmação com ar de ironia feita pelo “profeta do fogo”, o profeta Elias. No deserto, fugindo, com medo, frustrado… Afinal, o avivamento do Carmelo não durara muito. Sua causa parecia estar perdida, simplesmente perdida.
Nossa sociedade vive de rótulos. Tem prazer em rotular as pessoas. Sempre nos lembramos de Pedro por sua negação e de Davi por seu adultério. Somos hábeis em identificar os defeitos e falhas alheias e sempre encaramos o presente das pessoas à sombra de seu passado nebuloso, esquecendo-nos de que após uma grande tempestade, sempre vem a bonança. Sim! Pecadores podem tornar-se santos. Elias tem sido criticado por desejar a morte, por ter entrado em depressão, por ter fugido de uma mulher. Todavia, costumo pensar no que o levou a tal estado de espírito. Não era uma causa qualquer… Não! “Os israelitas deixaram a tua aliança…”, ele disse à Deus. Sua preocupação era a preocupação de Deus. Seu coração batia forte pelos interesses do Altíssimo. “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida”, assim orou o profeta ao Todo-Poderoso. Que sentimentos profundos estavam sendo revirados no âmago da alma do profeta? Como lidar com a sensação de que seu ministério fora ineficaz em cumprir seu propósito? Como encarar a aflitiva e cruciante sensação de ser o único a sentir-se assim? Como ver a obra de uma vida, que ele julgara muito sólida, implodir-se por detonadores que ele não podia administrar? Como encarar o fato de que o que ele tinha a dizer não interessava a muita gente, embora seu coração pulsasse calorosamente por isso? Nosso coração é um campo de batalha, por vezes. Nossa mente, uma arena de gladiadores. Tal batalha – constante, inalienável para nós, cruel! – trava-se diariamente e por vezes com ímpeto ainda maior. Nessa hora, e agora mais do que nunca, necessário é “sair e ficar no monte” (1 Re 19.11), pois “o Senhor vai passar”. Ele se fará ouvir, não pelo estrondo causado pelo terremoto, nem pelo vento fortíssimo que separa montes ou mesmo pelo fogo, que abrasa, mas sim pelo “murmúrio de uma brisa suave” (1 Re 19.13 – NVI). Esse murmúrio… Há, esse murmúrio! Ele é capaz de desafogar nossa alma fatigante… cansada… agitada… ou como escreveu Bunyan, que vai levando esse “fardo que me esmaga”. Esse fardo esmagador nos serve de algum modo, pois evidencia o quanto somos falhos, sujeitos a errar e o quanto carecemos da graça de Deus… O quanto carecemos de outra vez mais ouvir do Senhor: “Volte pelo caminho por onde veio…” (1 Re 19.15 – NVI).

Roney Cozzer,

apenas um escritor que não deu certo.

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