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Podemos aprender com nossos pecados?

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"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.
O pecado é sempre visto por nós como algo ruim, indesejável, sujo, imoral e tantos outros terríveis adjetivos que poderiam aqui ser incluídos. E o pior é que é verdade! E em relação à ele – sejamos honestos – somos sempre hábeis em identificá-lo nos outros e sempre deficitários em identificá-lo em nós mesmos. Mas verdade seja dita: ele é um flagelo diário com o qual todos nós, sem exceção, convivemos, infelizmente. E para pegar emprestada uma expressão do Mestre, “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra…” (João 8.7 – Nova Versão Internacional). Digamos que o pecado seja uma “companhia indesejável” para o verdadeiro cristão. E por mais que em muitas situações da vida não se queira admitir, fato é que todo cristão verdadeiro pode ser tentado por aquilo que jamais imaginava que um dia seria tentador para ele. Foi Matthew Henry quem escreveu: “O melhor dos santos pode ser tentado pelo pior dos pecados”. E por favor não vá pensando que este texto pretende legitimar a prática de pecados. Antes, ele está mais para uma constatação de fatos, fatos que fazem parte da vida de um cristão verdadeiro. E embora para este cristão o pecado seja tão indesejável, pois ele almeja sinceramente uma vida santa, ainda sim pode e deve aprender com seus próprios erros. Assim, por mais chocante que possa parecer, podemos e devemos aprender com nossos pecados. Veja:
 
* Os nossos pecados, de alguma forma, trazem à tona essa outra face terrível que sempre existirá em todos nós, e que foi sepultada em Cristo (mas que precisa ser mantida na sepultura!). Não me esqueço de ter ouvido há anos Pr. Joel Machado, em uma de suas aulas, dizer o seguinte: “Tire Jesus um minuto de sua vida e você verá o que é capaz de fazer”. Ele estava certo…
 
* Os nossos pecados, de alguma forma, nos mostram que não somos tão bons assim. Quantas vezes nos apoiamos em nossa formação acadêmico-teológica, em nossas profundas experiências pessoais, em nossa bagagem de vida e feitos ministeriais, em nossas funções, etc. Aí vem ele, o indesejado pecado, e nos leva à lona. Esmigalha nosso orgulho, esbofeteia nossa vaidade tola e se nos tornarmos sensíveis ao Espírito Santo, logo perceberemos que sem Cristo somos “reféns”, simplesmente “reféns” do pecado.
 
* Os nossos pecados nos nivelam aos outros. As pessoas são experts em se colocar acima dos outros, como se vivessem num nível de santidade que as permite olhar de cima para baixo. Nosso pecado arrasa toda essa superestrutura criada por nós mesmos e nos mostra que mesmo pessoas, que jamais imaginávamos que um dia pecariam, podem sucumbir. Os valentes também caem. A lascívia pode ser um gigante maior que Golias. Nessa hora, experienciamos o quão valiosas são as palavras do Mestre em Mateus 5.7: “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia”.
 
Diante do exposto, sobre este terrível companheiro chamado pecado, só nos resta agarrarmo-nos à instrução daquele que nunca pecou: “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (João 8.11 – Nova Versão Internacional). Veja: uma coisa é pecarmos, outra é vivermos uma vida de pecado, sem arrependimento e contrição pelos nossos erros. Portanto, que Deus nos guarde e que não pequemos, mas quando ocorrer, “temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo (1 João 2.1b – Nova Versão Internacional).
 
Roney Ricardo Cozzer
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