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Ele viu o horizonte…

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Para Pensarmos

"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.

SIMEÃO EM PRETO E BRANCO

Ele é um daqueles personagens bíblicos sobre quem não temos muitos detalhes. A Bíblia, de fato, fala muito pouco sobre ele. O que temos a seu respeito, contudo, é surpreendente! Surpreendente não para um leitor desatento, mas sim para aquele que reconhece no texto bíblico uma mensagem histórica, viva e carregada de sentido. Para pegar emprestada a ideia do filósofo francês cristão, Paul Ricoeur, a história precede a palavra. Como um teólogo (perdoe-me pela petulância de me incluir neste grupo seleto) que acredita na historicidade do texto bíblico, me maravilho e me maravilho de novo ante este relato bíblico tão curto mas tão profundo, tão furtivo mas tão marcante, tão lucano mas ao mesmo tempo tão divino!
Este homem tinha sobre si uma promessa, e esta promessa o fazia viver: “ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor”, diz a Escritura. Esta promessa o fez enfrentar a morte de maneira admirável. Com o menino em seus braços – imagino eu – ele até se põe à disposição: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo… pois…”. Laurence E. Porter explica que este velho se coloca como um escravo encarregado de sondar o horizonte, na expectativa da vinda de um ilustre visitante. Uma vez feito isso, ele pode requerer ao seu senhor que se retirasse de seu posto. Afinal, Ele já havia visto o horizonte. O visitante chegou! Simeão podia fazer essa reivindicação. O “Visitante” estava em seus braços. Imagine, estimado(a) leitor(a), o privilégio deste homem: tomar em seu colo o Filho de Deus encarnado, a Salvador do mundo, aquele em Quem convergem todas as coisas, tanto as que estão nos Céus quanto as que estão na Terra (Ef 1.10), Aquele que é “luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel” (v. 32). Numa época em que desvanece a esperança, as pessoas se desumanizam, a Igreja sofre com ensinos e posturas contrários ao Evangelho, ainda é possível ver o horizonte. Ele veio! Ele está vivo! Convencidos desta verdade, podemos descansar e olhar adiante sabendo que é por causa Dele que a esperança vive. Podemos assim, como o velho Simeão, ver o horizonte…

Roney Cozzer

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1 Comentário

  1. Suely Xavier disse:

    Linda análise! Belíssimas palavras, como sempre!

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