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Igreja e relevância social: os opostos se atraem?

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"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.
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Igreja e relevância social: os opostos se atraem?

Site Teologia & Discernimento

O título foi proposital! Mas eu explico. Talvez você já esteja pensando: mas Igreja e relevância social são opostos? A Igreja não é, por acaso, relevante na sociedade? O fato é que convivemos com inimigos da Igreja do Senhor, alguns, inclusive, que são teólogos e cientistas da religião. Criticam ferozmente a noiva do Cordeiro alegando que ela não causa nenhum impacto positivo na sociedade. E não apenas esses, mas hoje virou quase que uma moda que também cristãos professos, membros de igrejas evangélicas, insistam em afirmar que o Brasil está piorando e que isso é culpa da Igreja, em parte, afinal, “a Igreja não influencia a sociedade”, dizem.

A meu ver, esta é uma visão reducionista e preconceituosa em grande medida. Colocam na conta da Igreja uma dívida que não lhe pertence. Os cristãos primitivos, tomados sempre como referência por nós nesta discussão, não mudaram o mundo. Não mudaram nem as cidades onde viviam. Basta dar uma passada rápida na História para ver o que era Roma, por exemplo, no primeiro século, em termos morais e sociais. No entanto, lemos em Atos que esses cristãos primitivos alvoroçavam o mundo! (At 17.6). A Igreja não provocou essa mudança nem na era dos Pais da Igreja, nem na Alta Idade Média, nem na Baixa Idade Média e nem na Modernidade. A Igreja influenciou positivamente sociedades inteiras e mesmo o mundo inteiro, isto sim! A Reforma Protestante é um exemplo disto. A Europa é exemplo disto, ainda que hoje ela já seja considerada uma “Europa pós-cristã”. Os Estados Unidos foram colonizados por cristãos e veja a potência na qual se tornou. Quem pode negar conclusivamente que a contribuição do Cristianismo nesse processo não foi decisiva?

A Igreja não é responsável por mudar o Brasil; a Igreja é responsável por evangelizá-lo e influenciá-lo positivamente pelo evangelho. E isto ela tem feito em grande medida sim senhor! A Igreja não é a única responsável pelas mazelas sociais, como alguns inferem. Mas ela tem sido preponderante em muitas frentes no combate à pobreza, na assistência social, no trabalho de capelania hospitalar e prisional que tanto alento traz aos que sofrem e que precisam de auxílio espiritual, emocional e afetivo, dentre outros diversos projetos voltados à sociedade que ela desenvolve. Universidades, faculdades, escolas, asilos, orfanatos, filantropia em suas mais diversas manifestações. Como afirmar que a Igreja não contribui com nada? Hoje mesmo eu conversava com dois amigos pastores e estamos nos mobilizando para auxiliar uma família que necessita.

Procuro olhar esta questão de uma perspectiva micro e macro. Vemos pequenas ações em favor do outro, promovidas pela Igreja, como vemos projetos maiores que alcançam centenas e milhares de vidas. Participo de um grande projeto missionário que envolve muitas pessoas, um projeto mantido única e exclusivamente pela Igreja, que não recebe verbas do Governo, e que beneficia gente no Brasil e no exterior, cristãos e não cristãos. Diferentemente de muita gente que faz esta crítica, eu estou dentro, faço parte da Igreja, respiro Igreja. E portanto, me sinto autorizado a falar sobre Igreja com a propriedade de quem vê e ouve. O que dizer de tantas pessoas que foram transformadas radicalmente vindo a tornar-se bons pais de família, boas mães de família, trabalhadores, bons vizinhos, produtivos para a sociedade quando “aceitaram a Jesus” como Senhor e Salvador de suas vidas? E digo mais, quem pode dizer como estaria o Brasil não fosse a influência da Igreja? Para mim é um absurdo dizer que o Brasil está do jeito que está porque a Igreja não cumpre seu papel, como fazem até mesmo alguns pregadores evangélicos renomados. A meu ver, é aquela velha tendência nossa de sair por aí repetindo tudo que ouvimos sem qualquer reflexão, de forma acrítica.

Assim, concluo afirmando que não, a Igreja não é responsável por mudar o Brasil e torná-lo “evangélico”. A conversão a nível global ao Senhor só ocorrerá no Milênio. É a Bíblia que nos mostra isto. Por hora, nosso papel é continuar fazendo o que temos feito como Igreja: anunciar a Cristo, amar o próximo, ajudar quem necessita, ensinar e discipular, alcançar o máximo de pessoas que pudermos, dentre outras atividades nobres. E antes que alguém diga: “Mas isto não está sendo feito como deveria pela Igreja!”, eu respondo: Não se deve desconsiderar o que é feito por aquilo que não é feito. Tal raciocínio para mim é ridículo. É como afirmar que não há sol porque o dia está nublado.

Roney Cozzer

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