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A MULTIPLICAÇÃO DE CONVENÇÕES ASSEMBLEIANAS E O OCASO DA NOSSA DENOMINAÇÃO

Comentários

Roney Cozzer em A INCÓGNITA MINISTERIAL
Erick porto Borges em A INCÓGNITA MINISTERIAL
Joao Januário em A MULTIPLICAÇÃO DE CONVENÇÕES…
Enivaldo Cândido Mac… em A MULTIPLICAÇÃO DE CONVENÇÕES…
Marco Aurélio Silva… em Crônica de um peregrino

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Para Pensarmos

"De modo diferente de muitos evangelistas modernos, que tem enriquecido, Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros. Todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados e eram destinados principalmente para o sustento das escolas de Northfield. Aproximando-se o tempo de sua morte, Moody era homem relativamente pobre. Ele declarou: 'Minha esposa e meus filhos simplesmente terão de confiar no mesmo Deus em que tenho confiado'". R. N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. vol. 4: Candeia, 1991. p. 355.
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Fui surpreendido recentemente com a notícia de que um pastor, ex-presidente de uma das maiores convenções assembleianas do Brasil, após perder a eleição para continuar na presidência, decidiu criar outra convenção no estado do Espírito Santo. Recentemente, ocorreu também uma grande divisão no órgão maior da denominação, a CGADB, donde surgiu a recém criada CADB, esta liderada pelo Pr. Samuel Câmara.

Não podemos negar que a Assembleia de Deus cresceu vertiginosamente e perguntamos até se seria possível manter todo esse grupo coeso, como uma igreja só, à exemplo da Igreja Presbiteriana, ou a Adventista (ainda que mesmo dessas denominações surgiram também divisões). Com efeito, o gigantismo tem seus preços. Certamente, é um assunto complexo e amplo. Devemos, inclusive, ter cuidado para não abordar a questão de forma reducionista.

Particularmente, não nego que haja prós e contras. Admito (e percebo até que isso é histórico) que dessas divisões advieram benefícios, como o crescimento da denominação e decentralização do poder, por exemplo. Todavia, um fato é altamente preocupante: não estaria nossa querida Assembleia de Deus fragmentando-se excessivamente? Não teríamos chegado à um ponto de banalização dessa questão? Necessitamos mesmo de tantas e tantas convenções?

Tantas convenções gerais e estaduais e tanto por fazer! Considere, por exemplo, o fato de que ainda não temos uma universidade assembleiana e mesmo uma faculdade assembleiana de expressão no Brasil. O sistema de ensino e de comunicação adventista, é de encher os olhos. A Mackenzie, cuja mantenedora é a Igreja Presbiteriana do Brasil, é a maior universidade privada da América Latina com mais de 40 mil alunos e três mil funcionários. Essas denominações, embora muito… mas muito menores que a Assembleia em termos numéricos, tem feito muito mais que nós neste aspecto. E quem pode negar isto? E do jeito que as coisas vão, devemos continuar longe de alcançar o que essas denominações tem feito. Espero, claro, que meu prognóstico esteja errado, embora as evidências mostrem o contrário. Fato é, que, temos recursos para isso. Podemos fazer isso e muito mais.

Diante do exposto, cumpre perguntar: estamos presenciando o ocaso da Assembleia de Deus? Uma igreja cada vez mais dividida, com “N” convenções, algumas inclusive que rivalizam entre si, parecem contribuir mais para o fim da Assembleia de Deus como a conhecemos anos atrás, formando uma denominação híbrida, cujos líderes detestam-se cada vez mais, rivalizando entre si quando deveriam, na verdade, unir-se em prol de uma causa comum. Claro, não estou falando de algo que ocorrerá em um ou dois anos, visto que se trata de um processo também sociológico, e processos sociológicos demandam décadas. Assim, fico pensando: não estaríamos hoje construindo o fim de nossa igreja? Não estaríamos, em nome de interesses pessoais e egoístas, levantando aos poucos a estrutura que não se susterá e cairá, inevitavelmente? Que Deus tenha misericórdia de nós, e que continuemos lutando pela unidade de nossa denominação.

Roney Cozzer

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2 Comentários

  1. Enivaldo Cândido Machado disse:

    Bom dia Roney graça e paz. Texto fantástico esse sobre a multiplicação das convenções… interessante seria se essa liderança o lesse, que pena! O que paresse mesmo é que a síndrome luciferiana de Isaías capítulo quatorze versículo treze está no âmago do homem. Há tempos, ouvi o pastor Ariovalo Ramos dizer que todo poder que se absolutiza é demoníaco, agora vemos isso ocorrer subliminarmente em nosso meio, que pena.

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  2. Joao Januário disse:

    bem comentado,,,

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