Hermenêutica Bíblica e Hermenêuticas pós-modernas

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A INCÓGNITA MINISTERIAL

O ministério é algo surpreendente, realmente surpreendente. E por vezes se apresenta a nós como uma grande incógnita! Não entendemos muito bem como as coisas podem ser assim… No exercício dele, há dias em que o Senhor lhe diz: “Vai, apresenta-te…” (1 Re 18.1). E há outros em que Ele nos fala: “Retira-te daqui… vai… e esconde-te” (1 Re 17.3). O ministério nos projeta e nos isola, nos dá visibilidade e nos coloca no anonimato. E de alguma forma esse paradoxo se mostra uma constante na vida dos grandes homens e mulheres de Deus do passado e do presente.
No exercício do ministério para o qual fomos chamados, vivemos momentos em que desejamos profundamente alcançar multidões, mas há também temporadas em que apenas o nosso próprio coração já seria suficiente. Encontramos pessoas que são profundamente tocadas por nossas palavras e até grupos maiores, como também somos incompreendidos e até criticados por algo que nem dizemos de fato.
No fazer do ministério, empenhamos e despendemos anos a fio, seja orando, seja estudando, seja investindo, seja pela oralidade, seja pela escrita… nas palavras de Paulo, “se gastando e se deixando gastar”, e isso de muito boa vontade! (2 Coríntios 12.15). Oh! De muito boa vontade sim e Deus o sabe. Convictos de que o Eterno nos chamou, de fato “partimos sem saber para onde estamos indo” (Hb 11.8). E convenhamos: quem de nós, ao iniciar um ministério, sabe exatamente onde ele vai dar? O fragor implacável do passar do tempo, o boicote estridente daqueles que são dirigidos mais pelo mesquinho do que pelo que é relevante, a indiferença das pessoas àquilo que lhe consome, a ciência de que o interesse de alguns por você é só porque isso corresponde a seus interesses pessoais de alguma forma, a voz da filha que lhe pede algo que o ministério não lhe permitiu poder dar, a consciência que lhe pergunta o porquê de não ter investido numa carreira secular e ainda, a inquietante, incômoda e constrangedora indagação silenciosa (mas que soa a badaladas em sua cabeça!) sobre se valeu mesmo a pena ter dedicado nada menos que uma vida à vida dos outros… E quem passou e passa pelos íngremes caminhos de uma jornada ministerial sabe muito bem que a colocação é mais que justa. Ministério nada mais que é uma vida dedicada aos outros. Como Jeremias, entramos realmente num pleito com Deus (Jr 12.1) e à semelhança deste profeta cujo ministério foi marcado pelas lágrimas, podemos dizer à Deus: “Mas tu, ó Senhor, me conheces, tu me vês e provas o que sente meu coração para contigo” (Jr 12.3).
Mesmo convivendo com essa enorme incógnita, ainda sim o coração bate forte por aquilo para o que fomos chamados. E quando pensamos e até mesmo decidimos parar, eis que se põe diante de nós aquele vazio avassalador. Como poderia o pássaro viver sem cantar? Como poderia o peixe viver sem a água? Ou o poeta sem a poesia? E como poderia o escritor viver sem suas letras? De um modo sobremodo maravilhoso, somos impelidos a simplesmente prosseguir, mesmo quando a falta de sentido se põe diante do nosso olhar. Assim, inelutavelmente, o ministério se mostra uma incógnita. À sombra de não ter mais força para prosseguir, nos identificamos profundamente com o lamento de Jeremias: “Quando pensei: não me lembrarei dele e já não falarei no seu nome, então, isso me foi no coração como fogo ardente…” (Jr 20.9). Quem de nós, ministros, nunca sentiu esse fogo de alguma forma?

Roney Ricardo Cozzer

PENTECOSTALISMO CLÁSSICO E NEOPENTECOSTALISMO – QUAL A DIFERENÇA? VÍDEO 2: A SEGUNDA CARACTERÍSTICA DISTINTIVA

Silas Malafaia, Paulo Júnior e Pentecostalismo.

Ele viu o horizonte…

SIMEÃO EM PRETO E BRANCO

Ele é um daqueles personagens bíblicos sobre quem não temos muitos detalhes. A Bíblia, de fato, fala muito pouco sobre ele. O que temos a seu respeito, contudo, é surpreendente! Surpreendente não para um leitor desatento, mas sim para aquele que reconhece no texto bíblico uma mensagem histórica, viva e carregada de sentido. Para pegar emprestada a ideia do filósofo francês cristão, Paul Ricoeur, a história precede a palavra. Como um teólogo (perdoe-me pela petulância de me incluir neste grupo seleto) que acredita na historicidade do texto bíblico, me maravilho e me maravilho de novo ante este relato bíblico tão curto mas tão profundo, tão furtivo mas tão marcante, tão lucano mas ao mesmo tempo tão divino!
Este homem tinha sobre si uma promessa, e esta promessa o fazia viver: “ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor”, diz a Escritura. Esta promessa o fez enfrentar a morte de maneira admirável. Com o menino em seus braços – imagino eu – ele até se põe à disposição: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo… pois…”. Laurence E. Porter explica que este velho se coloca como um escravo encarregado de sondar o horizonte, na expectativa da vinda de um ilustre visitante. Uma vez feito isso, ele pode requerer ao seu senhor que se retirasse de seu posto. Afinal, Ele já havia visto o horizonte. O visitante chegou! Simeão podia fazer essa reivindicação. O “Visitante” estava em seus braços. Imagine, estimado(a) leitor(a), o privilégio deste homem: tomar em seu colo o Filho de Deus encarnado, a Salvador do mundo, aquele em Quem convergem todas as coisas, tanto as que estão nos Céus quanto as que estão na Terra (Ef 1.10), Aquele que é “luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel” (v. 32). Numa época em que desvanece a esperança, as pessoas se desumanizam, a Igreja sofre com ensinos e posturas contrários ao Evangelho, ainda é possível ver o horizonte. Ele veio! Ele está vivo! Convencidos desta verdade, podemos descansar e olhar adiante sabendo que é por causa Dele que a esperança vive. Podemos assim, como o velho Simeão, ver o horizonte…

Roney Cozzer

SÉRIE: Pentecostalismo Clássico e Neopentecostalismo: Qual a diferença? VÍDEO 1: A primeira característica distintiva.

SÉRIE

PENTECOSTALISMO CLÁSSICO E NEOPENTECOSTALISMO – QUAL A DIFERENÇA?

VÍDEO 1:
A PRIMEIRA CARACTERÍSTICA DISTINTIVA

por Roney Ricardo Cozzer

Sobre o que divulgamos…

SOBRE O QUE DIVULGAMOS…

Por Roney Ricardo Cozzer

Queridos(as),

Vocês mesmos sabem que eu desenvolvo várias reflexões de cunho eclesiológico aqui em minha time line (referência à minha página no Facebook), onde, por vezes, critico fortemente aqueles conceitos e práticas que considero desvios do Evangelho na Igreja Brasileira e procuro sempre, na mesma medida, apresentar as saídas possíveis e refletir sobre elas, sempre à luz das Escrituras. Mas, recentemente, me ocorreu uma preocupação em face da enxurrada de posts que vejo no Facebook com frequência realçando coisas ruins na Igreja. É aquele líder evangélico famoso que disse o que não deveria ter dito, casos de bizarrices e loucuras entre evangélicos, escândalos financeiros e morais e a lista prossegue (de fato, é extensa!). De alguma forma, percebo que a nossa insistência em divulgar tanto esse tipo de conteúdo – da maneira exagerada como está – já deixou de ser edificante, reflexiva e até mesmo uma questão de transparência entre nós. Com efeito, o ser humano, por natureza, prefere divulgar mais aquilo que é mal do que aquilo que é bom. É como dizem: “Notícia ruim chega logo”. E com relação à Igreja, afirmo isso pois está claro que nós mais divulgamos coisas ruins do que coisas boas. Mas, será que a Igreja Brasileira só tem mazelas para noticiar? Não temos boas novas para contar à nosso respeito? Afinal, por que continuo na Igreja, mesmo enfrentando ela tantos dilemas?

Pois bem, me proponho aqui a realçar boas notícias e sugerir que você passe a fazer o mesmo. Que tal divulgarmos que há pessoas em nosso meio como a Tia Josi Baptista Drumond que realizam um trabalho relevante com nossas crianças não apenas lhes contando histórias bíblicas, mas mostrando quais as lições podem ser extraídas para a vida delas à partir dessas narrativas? Que tal contar que há pastores, anônimos, sem destaque na mídia, que dedicam sua vida à vida dos outros? Homens e mulheres que não fizeram da obra de Deus um meio de lucro pessoal. Homens e mulheres que gastaram e se deixaram gastar pela Obra de Deus. Eu conheço líderes assim! E você também, muito certamente. Que tal lembrar que há pregadores do Evangelho que possuem uma conduta pessoal e familiar exemplar como o Pr. Rodrigo Souto, que conheço há anos? É bom lembrar disso, já que tantos que passam pelas nossas igrejas estão envolvidos em inúmeros escândalos e mesmo assim continuam ocupando nossos púlpitos. Que tal mencionar que há pessoas como o amigo Rodrigo Chequetto que nos ensinam que indivíduos são mais importantes do que estruturas? Ou ainda, que temos entre nós líderes, comunicadores, entusiastas da Educação Cristã e teólogos como Pr. Nataniron Ribeiro da Cunha, Pr. Jonas Luppi, Pr. Ivan Kleber Santos, Roberto Campista, Paulo Pontes, Ulicelio Valente Oliveira,Vinicius Couto, Pr. Eduardo S. Silva, Pra Iara Duque, Ronaldo Bezerra Bezerra e tantos… Tantos outros que conhecemos e sabemos que são sinceros e insistem NA e PELA Igreja pura e simplesmente por amarem a Deus, a própria Igreja e a sociedade. Essas pessoas – e eu ouso me incluir entre elas – dedicam seu tempo, sua vida e seus recursos financeiros pelo Reino de Deus. Que tal contar que há pessoas como nosso amigo Contador Prado que atuam entre detentos e enfermos levando a mensagem do Evangelho à essas pessoas que, em geral, são marginalizadas e esquecidas pela sociedade? E que tal lembrar que temos entre nós guerreiras como a amiga Marcia Santana que insiste em trabalhar com adolescentes levando à eles valores bíblicos que lhes servirão por toda a vida? Ou ainda, a amiga Leidiane Matos de Souza que insiste em visitar o asilo de velhinhos e levar banquete para eles, quando em geral até as próprias famílias os esquecem nesse lugar? E por que não contar que temos entre nós instituições que realmente amam a Obra Missionária e não fazem dela lucro, como o Ceifeiros Missionários Da Hora Final? Por que não contar que na nossa Igreja Brasileira conhecemos figuras ímpares como o amigo Glauter Cardoso de Oliveira, cujo coração bate forte pela África?

Enfim, são muitos casos inspiradores para nós. Pessoas simples, como eu e você, alguns sem muitos recursos, outros com muitos, líderes e liderados, todos tendo em comum o amor à Deus, à Igreja, ao próximo e à sociedade. São inúmeros os cristãos e os fatos que merecem ser lembrados e contados, ainda que não desobedecendo ao ensino do Mestre em Mateus 6.3. Precisamos lembrar que há esperança para a Igreja Brasileira. Precisamos parar com esse mau hábito de nos deliciar com os fatos ruins à nosso próprio respeito. No máximo, devemos constatá-los com tristeza na alma e lutar para que sejam corrigidos. Há boas novas a serem compartilhadas! Temos excelência entre nós e não só incompetência. Temos pão e não só fermento. Temos azeite e vinho para as feridas e não apenas lanças pontiagudas. E sim, é verdade: temos muitos Judas entre nós, mas ainda encontramos os nossos “Lucas” que nos acompanham até o fim: “Só Lucas está comigo” (2 Tm 4.11 – NVI). E digo mais: na Igreja temos aqueles obreiros fraudulentos, inescrupulosos; são os “Demas” que amam o presente século (2 Tm 4.10), mas é fato também que ainda encontramos nossos “Epafroditos”, “cooperador e companheiro de lutas” (Fp 2.25), aquela safra de obreiros que arriscam a própria vida pela Causa de Cristo (Fp 2.26-30). Conquanto tenhamos joio no nosso meio, o trigo não desapareceu. Embora haja heresias, os sinceros continuam se manifestando (1 Co 11.19 – ARC).

Assim, cumpre perguntar: Não estaríamos nós, eu e você, cometendo o mesmo erro dos leprosos de 2 Reis 7.9: “Disseram então entre si: “Não está certo o que estamos fazendo; hoje é um dia de boas novas e nós estamos calados!”?

Roney Cozzer… apenas um escritor que não deu certo…

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